O Sistema Nacional de Orquestras Sociais (Sinos) da Fundação Nacional de Artes (Funarte), desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresenta ao público nesta sexta-feira (16), às 18h, o terceiro recital da temporada 2021 da série Concertos Sinos.

A apresentação ficará disponível no site do programa ou no canal Arte de Toda Gente no YouTube, como em concertos anteriores.

Serão interpretadas pela Orquestra Sinfônica da UFRJ duas obras inéditas, encomendadas para o repertório Sinos aos compositores Alexandre Schubert e Mateus Araujo. A primeira peça é Brasiliana nº 4, de Alexandre Schubert, com quatro movimentos que simbolizam a diversidade da música brasileira. A regência é de Tobias Volkmann.

A segunda peça, Suíte nº 3, de Mateus Araujo, tem por subtítulo Brincadeiras de rua. A obra é inspirada pelos jogos de crianças ao ar livre, entre os quais amarelinha, bola de gude, esconde-esconde e ciranda, terminando com uma partida de futebol. A regência é do próprio autor.

A série Concertos Sinos tem por objetivo veicular a produção artística dos projetos sociais, das orquestras brasileiras e do próprio Sistema Nacional das Orquestras Sociais.

Projeto

Lançado em março do ano passado, antes do início da pandemia do novo coronavírus, o projeto Sinos migrou para o modelo virtual, levando a concertos gravados e exibidos posteriormente na internet, disse o coordenador do projeto, professor André Cardoso, também regente da Orquestra Sinfônica da UFRJ. A iniciativa integra o Programa Funarte de Toda Gente.

Na temporada de 2020, foram realizados dez concertos. Na atual temporada, Cardoso pretende ultrapassar esse número. A ideia é lançar uma peça a cada 15 dias. O coordenador ressaltou, entretanto, que isso depende da entrega das obras pelos compositores e das gravações, que não são feitas somente com a Orquestra da UFRJ, mas com orquestras brasileiras de outras instituições. “Depende muito da agenda das orquestras a quantidade de concertos que a gente produz”.

O maestro informou que as músicas são encomendadas aos compositores e as partituras ficam disponíveis no site do Sinos para orquestras jovens nacionais, porque são composições escritas com determinados parâmetros técnicos que definem o nível de dificuldade da peça. “Você tem peças para alunos iniciantes até alunos bem adiantados. Há peças para todos os níveis”. Como são composições inéditas, a partitura é colocada no site junto com uma gravação de excelência produzida na série Sinos.

O coordenador André Cardoso explicou que não se trata apenas de peças encomendadas, mas do repertório histórico brasileiro. “Peças que a gente está tirando das gavetas, das bibliotecas, dos arquivos, pouquíssimo conhecidas da maioria dos regentes das orquestras, e trazendo de volta para o repertório e gravando também. No ano passado, a gente gravou peças de Francisco Braga, Guerra Peixe. Neste ano, gravamos do Glauco Velazquez, José Siqueira. Vamos gravar Homero de Sá Barreto, uma série de peças que estão ainda em manuscrito. A gente prepara uma edição e faz a gravação”.

As partituras fazem parte do Repertório Sinos, que abrange obras desde o século 18 até os compositores contemporâneos mais jovens, aos quais estão sendo encomendadas músicas. “Ou seja, cobre aí três séculos de produção musical brasileira”, afirmou Cardoso, que é professor de regência da Escola de Música da UFRJ.

Capacitação

O Sinos é uma rede composta por dezenas de profissionais de música, que atuam em cursos, oficinas, concertos e festivais, durante o ano de 2021. As atividades ocorrem no formato online e, quando possível, se estendem a ações presenciais, em todas as regiões do país.

A ideia é capacitar regentes, instrumentistas, compositores e educadores musicais, apoiando projetos sociais de música, além de contribuir para o desenvolvimento das orquestras-escola de todo o Brasil. Todas as ações disponíveis são gratuitas, mediante inscrição.

Oito linhas de ação estão previstas. A primeira é pedagogia para cordas, abrangendo o Curso de Capacitação Pedagógica para o Ensino dos Instrumentos de Cordas, direcionado para professores e monitores de projetos sociais de todo o país. É composto por 16 módulos de vídeo oficinas, sobre temas como postura, afinação e musicalidade, aplicadas à prática de violino, viola, violoncelo e contrabaixo.

Já o Projeto Espiral visa a capacitação instrumental de jovens músicos e bandas de projetos sociais de todo o Brasil. Ao todo, 40 professores distribuem-se entre 22 cursos livres.

O Projeto Orquestra prevê atividades presenciais com oficinas de capacitação intensiva de uma semana para jovens instrumentistas. A ideia é formar uma sinfônica laboratório e preparar dois concertos. Estão previstas ações nas capitais dos estados do Pará, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia, e em Brasília.

A vertente Sinos e Orquestra reúne jovens músicos de orquestras de projetos sociais de todo o Brasil com instrumentistas profissionais. 

Na Academia de Regência, serão contemplados jovens regentes das orquestras de projetos sociais, que têm dificuldade de acesso a conteúdo didático e a professores, em sua grande maioria. 

A Academia de Ópera é uma ação pedagógica que promove a reunião, em vídeo oficinas, de regentes, cantores, diretores e demais profissionais da ópera com o objetivo é colaborar para a formação de núcleos desse gênero musical nos projetos sociais que já tenham uma orquestra consolidada.



Agencia EBC

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